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Textos, ideias e posicionamentos

MINAS VIVAS E LIVRES: pelo nosso direito a uma vida sem violência

MINAS VIVAS E LIVRES: pelo nosso direito a uma vida sem violência

Desde a época em que fazia parte do movimento estudantil, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o feminismo é para mim uma grande escola de aprendizado. Entre as mulheres e pessoas dissidentes de gênero, aprendi a conviver com as diferenças e a fazer delas oportunidades de transformação da realidade. Aprendi que a relação entre patriarcado, racismo e o capitalismo impôs para nós, principalmente para nós mulheres negras, condições de subjugação, que insistem em nos empurrar para situações de vulnerabilidade.  Também é entre as mulheres que aprendo, todos os dias, a resistir. 

29/05/2026Ler +
VIDA ALÉM DO TRABALHO: a escala 6x1 precisa acabar

VIDA ALÉM DO TRABALHO: a escala 6x1 precisa acabar

Quem é você além do trabalho? Essa pergunta parece despretensiosa, mas, para mim, endereça a uma questão profunda que diz sobre nós e, sobretudo, sobre a nossa sociedade. Me faz pensar que a gente costuma se definir a partir do trabalho. Quando conhecemos alguém, nos apresentamos e falamos, logo na sequência, nossa profissão. Isso porque aprendemos desde cedo, pelo menos nós que fazemos parte da classe trabalhadora, que é o trabalho a parte mais importante da nossa vida. Afinal, o trabalho dignifica. E de fato é por meio do trabalho que ganhamos salário e garantimos nosso sustento e da nossa família. Só que somos muito mais do que o nosso trabalho. Somos seres humanos e isso por si só já diz que somos multidimensionais.

13/05/2026Ler +
TARIFA ZERO: do impossível ao inevitável

TARIFA ZERO: do impossível ao inevitável

Quando participei das Jornadas de Junho, em 2013, ocupamos a Câmara Municipal de Belo Horizonte para reivindicar a diminuição no valor da passagem de ônibus. Eu, na época com 19 anos, tinha acabado de entrar para o movimento estudantil. Foi ali, na ocupação que eu ajudei a construir, que tive consciência do quanto a mobilidade urbana é um tema indispensável para pensarmos a diminuição das desigualdades sociais nas cidades. Foi ali, na ocupação que me lembrei de quando era adolescente e passei na seleção do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), do Palácio das Artes, mas o custo da passagem me impediu de estudar teatro. Morava com minha família em Venda Nova, e minha mãe não tinha condições financeiras para que eu pudesse realizar meu sonho.  Quantas pessoas, assim como eu, desistem dos seus sonhos por causa do preço do busão?

13/05/2026Ler +