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Textos, ideias e posicionamentos

Cultura é de lei: do  hip-hop ao terreiro, do funk ao congado

Cultura é de lei: do hip-hop ao terreiro, do funk ao congado

Eu sou rata de batalha. Me sinto em casa na FaráOeste, na Clandestina 031, nas batalhas da P7, da Fex, da Soberania e, claro, na Batalha do Minas Caixa, bairro onde cresci. Ao todo, são 38 batalhas em Belo Horizonte, de acordo com o mapeamento realizado pela NuTrilhar. Já passei pelas batalhas em Contagem e em Sarzedo, mas Minas Gerais tem, ao todo, 119 batalhas distribuídas em 49 cidades. A juventude se organiza pela rima, pela cultura e ocupa a rua. Pra mim, é um orgulho ser autora, e articuladora, da Lei 11.616/2023, que institui o Programa Municipal de Incentivo às Batalhas de Rimas e de MCs, aos Saraus e Slams, que, na prática, garante estrutura nas praças, como ponto de energia, água e banheiro.

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Iza na mídia - Edição 1

Iza na mídia - Edição 1

“A convenção da nossa federação reafirmou a indicação de Áurea Carolina para o Senado Federal e deixamos a ata em aberto para as negociações de coligação para o governo do estado. Nós do PSOL reafirmamos o nosso compromisso com a reeleição do presidente Lula (PT) e com a derrota da extrema direita aqui em Minas Gerais também. Já manifestamos ao PT a nossa vontade de somar na candidatura de Patrus para governar Minas Gerais”, afirmou Iza Lourença.

14/08/2026Ler +
Minas vivas e livres: pelo nosso direito a uma vida sem violência

Minas vivas e livres: pelo nosso direito a uma vida sem violência

Desde a época em que fazia parte do movimento estudantil, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o feminismo é para mim uma grande escola de aprendizado. Entre as mulheres e pessoas dissidentes de gênero, aprendi a conviver com as diferenças e a fazer delas oportunidades de transformação da realidade. Aprendi que a relação entre patriarcado, racismo e o capitalismo impôs para nós, principalmente para nós mulheres negras, condições de subjugação, que insistem em nos empurrar para situações de vulnerabilidade.  Também é entre as mulheres que aprendo, todos os dias, a resistir. 

29/05/2026Ler +
Vida além do trabalho: a escala 6x1 precisa acabar

Vida além do trabalho: a escala 6x1 precisa acabar

Quem é você além do trabalho? Essa pergunta parece despretensiosa, mas, para mim, endereça a uma questão profunda que diz sobre nós e, sobretudo, sobre a nossa sociedade. Me faz pensar que a gente costuma se definir a partir do trabalho. Quando conhecemos alguém, nos apresentamos e falamos, logo na sequência, nossa profissão. Isso porque aprendemos desde cedo, pelo menos nós que fazemos parte da classe trabalhadora, que é o trabalho a parte mais importante da nossa vida. Afinal, o trabalho dignifica. E de fato é por meio do trabalho que ganhamos salário e garantimos nosso sustento e da nossa família. Só que somos muito mais do que o nosso trabalho. Somos seres humanos e isso por si só já diz que somos multidimensionais.

13/05/2026Ler +
Tarifa zero: do impossível ao inevitável

Tarifa zero: do impossível ao inevitável

Quando participei das Jornadas de Junho, em 2013, ocupamos a Câmara Municipal de Belo Horizonte para reivindicar a diminuição no valor da passagem de ônibus. Eu, na época com 19 anos, tinha acabado de entrar para o movimento estudantil. Foi ali, na ocupação que eu ajudei a construir, que tive consciência do quanto a mobilidade urbana é um tema indispensável para pensarmos a diminuição das desigualdades sociais nas cidades. Foi ali, na ocupação que me lembrei de quando era adolescente e passei na seleção do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), do Palácio das Artes, mas o custo da passagem me impediu de estudar teatro. Morava com minha família em Venda Nova, e minha mãe não tinha condições financeiras para que eu pudesse realizar meu sonho.  Quantas pessoas, assim como eu, desistem dos seus sonhos por causa do preço do busão?

13/05/2026Ler +