Propostas

para a Juventude de BH

"Nenhuma a menos! Chega de violências contra meninas e adolescentes!"


Contexto

26% da população de Belo Horizonte tem entre 15 e 29 anos. Mas ainda assim muita gente acha que uma pessoa com menos de 30 anos na política é jovem demais! Belo Horizonte tem 41 vereadores, pouquíssimos jovens.

Mulheres, negras e negros, LGBTI+ e jovens estão fora da política. Não tem algo errado nisso? Tem sim. Nesta eleição BH terá um número recorde de vereadores, 1584 pessoas vão disputar uma vaga. Com certeza muitos são jovens. Mas qual programa de fato representa a juventude?

Sem direito ao futuro

A imensa maioria dos que morrem assassinados em BH são jovens. Sete em cada 10 jovens entre 15 e 29 anos assassinados em BH são negros. A maior parte deles é da zona leste, do barreiro e do aglomerado da Serra. A morte tem cor e classe social.

A política de guerra às drogas faliu, não foi capaz de combater a violência em nenhum lugar do mundo. O resultado foi mais violência, mais mortes e o encarceramento em massa da juventude. A criminalização das drogas é o fator principal de criminalização da juventude. Esta não é uma questão de âmbito municipal, no entanto nosso mandato se posiciona contra a criminalização e em defesa da legalização. Nosso foco é batalhar para investimentos em cultura, saúde, educação, moradia e assistência social, é nesta área que está a chave para discutir segurança pública sem que isso signifique ampliar a violência nas periferias.

E discutir encarceramento da juventude hoje também passa pelas Comunidades Terapêuticas, dispositivos de Saúde mental voltados para usuários de álcool e outras drogas, que desde Julho de 2020 regulamentou a inserção de adolescentes e jovens de 12 aos 18 anos em seus estabelecimentos. Nesse Método de “tratamento” são recorrentes os maus tratos, trabalho forçado e cunho doutrinário religioso e punitivo, além de uma política orientada pela abstinência, comprovadamente pouco efetiva, e cada vez mais financiadas com dinheiro público. Precisamos fortalecer a Rede de Atenção psicossocial e a rede de Saúde Mental que se orientam pelo tratamento em liberdade e de forma humanizada para nossa juventude!

Cultura e Resistência

Mas falar de juventude é lembrar da esperança e da resistência. A cultura está presente no hip hop, no baile funk, no teatro spanka, no viaduto, no baile da serra, no duelo de MC's, o carnaval. Quantas coisas boas são produzidas com a nossa potência e muito pouco investimento público. Atualmente a cidade investe apenas 0,8% do orçamento municipal em Cultura.

Com uma desburocratização da estrutura e mais investimento poderíamos incentivar o engajamento de milhares de jovens em coletivos e projetos culturais, ampliando a voz e a potência através da auto organização das periferias.

Reforçamos nosso compromisso com a Política Municipal Cultura Viva, como prevê o Projeto de lei 816/2019 da Gabinetona. É referência para nós o trabalho da Cida Falabela e Bela Gonçalves, vereadores do Psol!

Propostas

/Auto organização

- Um mandato a serviço dos trabalhadores da educação da cidade, para encaminhar os seus projetos de valorização, dignidade e melhores condições de trabalhoNosso mandato terá compromisso em criar canais de diálogo e elaboração de projetos junto aos coletivos de jovens da cidade. Não acreditamos em política sem auto organização!

- Incentivar a formação de cursinhos populares!.

/Cultura
- Lutar para que a Prefeitura destine ao menos 2% do orçamento para a Cultura.

- Incentivar a Cultura na cidade, dar espaço e voz para os projetos que já existem desburocratizando o acesso aos recursos e ampliando o investimento.

- Um mandato identificado com as necessidades das crianças e jovens do ensino fundamental, com a ampliação do tempo na escola, com a formação integral: esportes, artes, apoio educacional e demais reivindicações dos movimentos sociais.

- Descentralização dos espaços formativos e de fomento à cultura e arte em BH, com ampliação de financiamento para iniciativas como a Escola Livre de Artes - Arena da cultura da PBH, e do programa Valores de Minas, ainda que seja de abrangência estadual.

/Menos armas. Vidas Negras Importam!

- Nosso mandato será um canal de denúncia da violência policial contra os negros e jovens.

- Defender a formação em Direitos Humanos para a Guarda Municipal, capacitando profissionais no combate à violência.

- Promover políticas de combate ao encarceramento dos jovens negros.

- Fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial e Rede de Saúde Mental.

/Pelo direito de amar e existir!

- Lutar pela criação de um acompanhamento psicológico para a família LGBT+. Desenvolvimento de um plano de acolhimento da família à pessoa LGBT+.

- Educação sexual e de gênero nas escolas.

- Informação sobre saúde reprodutiva das mulheres nas escolas.

- Formação para que as pessoas trans e não binárias encontrem na escola um local de acolhimento, informação de qualidade e orientação para os seus familiares. Ninguém deve ser vítima de preconceito.

/Nenhuma a menos! Chega de violências contra meninas e adolescentes!

- Prevenção e combate à violência contra mulheres e pessoas LGBT+ nas escolas municipais.

- Lutar por políticas públicas de combate à violência sexual e o assédio sexual contra crianças e adolescentes.

- Formação profissional especializada para os profissionais da educação para identificar suspeitas de violência sexual.

Imgem mostra Áurea Carolina, Deputada Federal e candidata a prefeitura de Belo Horizonte e Iza Lourença candidata a vereadora de Belo Horizonte.